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  • Ideia · Ideias · Transferências e Contratos

    em Cultura da Equipe

    Acho que isso acabaria trazendo uma complexidade desnecessária pro jogo. No mundo real, pouquíssimos clubes têm uma cultura tão rígida e profundamente enraizada quanto o Athletic Bilbao. É algo muito específico, não vejo isso trazendo benefícios.

    26/05/2026, 12:38
    Comentário em Cultura da Equipe
  • Decisão · Decisões · Elenco e Jogadores

    em Como deve funcionar o potencial dos jogadores no jogo?

    Queria propor uma síntese que mistura as Opções 3 e 4, em três camadas que se combinam.

    Primeiro, faixa estrutural invisível em vez de número fixo. Cada jogador nasce com um intervalo plausível de potencial, e nem olheiros revelam isso com precisão (eles dão estimativas da faixa, e essas estimativas em si têm erro).

    Segundo, trajetória dentro da faixa construída por fatores plausíveis: minutos, treino, qualidade dos companheiros, ambiente, moral, lesões, comissão técnica. O mesmo jogador pode terminar no piso da faixa em um clube mal gerido e no teto em um bem gerido. Não é sorteio, é consequência. Vale uma assimetria realista: subir exige tempo e contexto; descer pode ser rápido e brutal, especialmente em jovens com base mental frágil.

    Terceiro, e essa é a camada que jogos de manager geralmente se acovardam de implementar: parte da variação não tem causa modelada e nem precisa ter. Existe o jogador que entra em má fase de meses estando bem em tudo que dá para medir e simplesmente não performa. Existe o veterano sempre mediano que aos 30 vira outro do nada. Existe o jovem que despenca em duas temporadas sem ninguém saber o porquê, treinando bem, com moral normal, jogando minutos. Acontece. Exigir gatilho plausível para toda variação grande é o que faz manager virar planilha. Todo jogador teria oscilações de médio prazo com amplitude proporcional ao perfil mental dele, e uma minoria visitaria caudas longas em janelas que o sistema não justifica, para cima e para baixo. A explicação é o jogador. Algo destravou ou algo travou.

    Esse sorteio cruel é parte do que dá graça ao jogo, não defeito a ser eliminado. Comprar a joia por 50 milhões e ver ela apodrecer sem motivo identificável é frustrante e é exatamente isso que faz a próxima joia comprada ter peso emocional. Se toda perda tem causa rastreável e toda causa tem contramedida, o jogo vira otimização e perde alma. Tem que existir a possibilidade real de ser traído pelo próprio elenco sem culpa de gestão.

    Tem ainda uma vantagem secundária dessa formulação: protege o jogo da engenharia reversa que mata manager com o tempo. Se toda variação tem causa identificável, a comunidade mapeia tudo em dois anos e o jogo vira xadrez resolvido. Se parte da variação é irredutível, sempre sobra um resíduo que não cede a análise, e é esse resíduo que mantém o jogo vivo depois de cinco anos.

    Um chute para calibragem: 70 por cento da trajetória explicada por fatores modelados, 30 por cento por ruído autônomo. Faixas mais largas em adolescentes (15 a 20 pontos entre 15 e 17 anos) e mais estreitas em jovens já profissionais (6 a 10 pontos entre 19 e 21). Outliers entre 3 e 7 por cento da base.

    26/05/2026, 02:17
    Comentário em Como deve funcionar o potencial dos jogadores no jogo?
  • Decisão · Decisões · Elenco e Jogadores

    em Como deve funcionar a visibilidade dos atributos dos jogadores?

    Concordo integralmente com o Glauber. A proposta dele resolve o falso dilema entre "Brasfoot simples" e "Football Manager complexo", porque parte de uma constatação realista: na vida real, a informação sobre jogadores não é uniformemente opaca, ela é proporcional à exposição. Ninguém precisa de olheiro para saber quanto vale o Vinicius Jr., mas todo mundo precisa de olheiro para avaliar o lateral da Série C de 19 anos.

    A sacada que eu acrescentaria ao raciocínio dele é a seguinte: o eixo certo para modular a visibilidade não é "do meu clube" versus "dos outros clubes", e sim exposição midiática e competitiva do jogador. Ou seja, o atributo invisível não deveria ser função de quem é o dono, mas de quanto aquele atleta já produziu evidência pública sobre si mesmo.

    Isso gera uma regra elegante e única, mais ou menos assim: cada jogador tem um índice de exposição, que cresce com minutos em divisões de visibilidade alta (Série A, Libertadores, seleções), gols, assistências, convocações, idade de carreira, premiações individuais. Quanto mais alto esse índice, mais estreita é a faixa de incerteza dos atributos para todos os usuários do jogo, independentemente do clube em que ele esteja. O Ronaldo Fenômeno teria faixa zero (atributos exatos visíveis para o mundo todo). O Zezinho da Série B teria faixa larga (digamos mais ou menos 15 pontos). O garoto sub-17 que ninguém viu jogar teria faixa larguíssima ou atributos totalmente ocultos.

    Por cima disso entra a camada do Glauber: scouting, observação direta, partidas contra o jogador e tê-lo no próprio elenco reduzem a faixa individualmente para aquele usuário. Ou seja, todo mundo enxerga o Zezinho com mais ou menos 15 de incerteza por padrão, mas o usuário que mandou três olheiros observá-lo durante seis meses passa a enxergá-lo com mais ou menos 3.


    Três vantagens práticas dessa formulação:

    A primeira é que ela elimina automaticamente a artificialidade de "joia escondida no próprio país". Hoje, em muitos jogos, é estranho que o técnico do Grêmio precise de olheiro para avaliar um meia do Juventude que joga na mesma divisão. Com o índice de exposição, a informação local de baixa visibilidade midiática continua opaca, o que é realista.

    A segunda é que ela cria gameplay emergente sem complicar a interface. O usuário casual que só quer contratar craques estabelecidos vê números exatos e joga rápido, como no Brasfoot. O usuário que quer minerar talento desconhecido tem um jogo inteiro de scouting para explorar, como no Football Manager. As duas experiências coexistem no mesmo sistema, sem precisar de modo "fácil" versus "difícil".

    A terceira, e talvez a mais relevante para o equilíbrio econômico do jogo, é que a previsibilidade do mercado deixa de ser um problema binário. Craques caros e visíveis permanecem caros e visíveis (sem distorção econômica). A oportunidade de barganha fica concentrada exatamente onde ela deveria estar: nos jogadores de baixa exposição, onde o trabalho de scouting do usuário gera vantagem competitiva legítima.

    26/05/2026, 01:50
    Comentário em Como deve funcionar a visibilidade dos atributos dos jogadores?

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