Potencial fixo e oculto
3.04 pontos · 46 votosCada jogador teria um potencial interno fixo.
O usuário nunca veria esse número diretamente durante a carreira, mas o jogo usaria esse valor como limite principal de desenvolvimento.
Essa opção é simples, fácil de balancear e evita que o potencial fique exposto, mas ainda pode gerar previsibilidade se jogadores ou comunidades descobrirem padrões com o tempo.
3 comentários
FE@fernandovinculou uma ideia a esta decisão: IdeiaPotencial de jogadores menos previsível (flops, surpresas e late bloomers)
Sou a favor da opção 3. É a melhor, na minha visão.
Queria propor uma síntese que mistura as Opções 3 e 4, em três camadas que se combinam.
Primeiro, faixa estrutural invisível em vez de número fixo. Cada jogador nasce com um intervalo plausível de potencial, e nem olheiros revelam isso com precisão (eles dão estimativas da faixa, e essas estimativas em si têm erro).
Segundo, trajetória dentro da faixa construída por fatores plausíveis: minutos, treino, qualidade dos companheiros, ambiente, moral, lesões, comissão técnica. O mesmo jogador pode terminar no piso da faixa em um clube mal gerido e no teto em um bem gerido. Não é sorteio, é consequência. Vale uma assimetria realista: subir exige tempo e contexto; descer pode ser rápido e brutal, especialmente em jovens com base mental frágil.
Terceiro, e essa é a camada que jogos de manager geralmente se acovardam de implementar: parte da variação não tem causa modelada e nem precisa ter. Existe o jogador que entra em má fase de meses estando bem em tudo que dá para medir e simplesmente não performa. Existe o veterano sempre mediano que aos 30 vira outro do nada. Existe o jovem que despenca em duas temporadas sem ninguém saber o porquê, treinando bem, com moral normal, jogando minutos. Acontece. Exigir gatilho plausível para toda variação grande é o que faz manager virar planilha. Todo jogador teria oscilações de médio prazo com amplitude proporcional ao perfil mental dele, e uma minoria visitaria caudas longas em janelas que o sistema não justifica, para cima e para baixo. A explicação é o jogador. Algo destravou ou algo travou.
Esse sorteio cruel é parte do que dá graça ao jogo, não defeito a ser eliminado. Comprar a joia por 50 milhões e ver ela apodrecer sem motivo identificável é frustrante e é exatamente isso que faz a próxima joia comprada ter peso emocional. Se toda perda tem causa rastreável e toda causa tem contramedida, o jogo vira otimização e perde alma. Tem que existir a possibilidade real de ser traído pelo próprio elenco sem culpa de gestão.
Tem ainda uma vantagem secundária dessa formulação: protege o jogo da engenharia reversa que mata manager com o tempo. Se toda variação tem causa identificável, a comunidade mapeia tudo em dois anos e o jogo vira xadrez resolvido. Se parte da variação é irredutível, sempre sobra um resíduo que não cede a análise, e é esse resíduo que mantém o jogo vivo depois de cinco anos.
Um chute para calibragem: 70 por cento da trajetória explicada por fatores modelados, 30 por cento por ruído autônomo. Faixas mais largas em adolescentes (15 a 20 pontos entre 15 e 17 anos) e mais estreitas em jovens já profissionais (6 a 10 pontos entre 19 e 21). Outliers entre 3 e 7 por cento da base.
Não sei se você já jogou o NBA 2K mas no 26 existe uma questão que é potencial mínimo, potencial máximo e "porcentagem de bagre" e "porcentagem de craque" (mudei os termos pra facilitar). Esses valores no 2K são visíveis, mas podem ficar "ocultos" no FootSim. A ideia é que cada jogador chega com uma faixa de potencial e as porcentagens ali dão a aleatoridade que vc falou. Um jogador que tem uma porcentagem de bagre alta é mais afetado às ações do GM e ações aleatórias e o risco de se tornar bagre é muito alta. Em compensação, a recompensa dele não se tornar um bagre é legal.
Não sei se deu pra entender.